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Entrevista com Flying Buff

Bass / Entrevista / Trap / 21/04/2014

Projeto brasileiro de Bass Music vem ganhando muito prestigio no cenário nacional nos últimos meses.

Flying Buff é um projeto iniciado em fevereiro deste ano e é composto pelos membros Lucas de Lima e Rafael Casarin, com poucas produções, já despertaram a atenção e prometem no futuro tornarem grandes nomes no cenário brasileiro da bass music. Conheci o trabalho deles através de uma indicação de um amigo no chat do Facebook, quando escutei a música “Salve Xangô”, não lembro de ter gostado tanto de uma música do gênero desde “Boa Noite” do Tropkillaz. Além de Salve Xangô, Bhangra é outra ótima produção da dupla, a entrevista foi feita com o Lucas, confira.

 1º Quando iniciou-se o projeto?

O Flying Buff está nos nossos planos desde novembro/dezembro do ano passado, mas só fomos lançar esse ano mesmo, 2 meses atrás.

2º Vocês começaram a tocar juntos ou já tocavam antes de iniciarem a dupla?

Então eu conheci o Rafael em uma matinê que a gente tocava, nós éramos residentes, ai já tocamos juntos por lá mesmo e em outros eventos também.

3º De onde surgiu o nome “Flying Buff”?

Essa pergunta é pertinente, geral quer saber hahaha, nós já estávamos com o projeto na cabeça, só faltava um nome pra colocar. Acho que pra nós, essa é a parte mais difícil, colocar nome em alguma coisa, em todas as músicas a gente tem essa dúvida, mas voltando… as vezes eu escuto a 89fm e foi num desses dias que ouvi a Luka falando “nossa, essa música é uma voadora no lustre!” achei engraçado e fiquei pensando, bass music em geral é uma voadora no lustre, pelo fato de ser um som que quebra tudo onde toca, ai surgiu o nome, muitos acham que é mentira ou brincadeira, mas é verdade.

4º Um site descreveu vocês como “os filhos do Tropkillaz”, o que acharam desta denominação?

É uma honra pra gente, pois começamos por causa do Tropkillaz, ouvindo eles. Antes de conhecer o som dos caras a gente já estava afim de produzir algo nessa pegada, mas foi ouvindo Tropkillaz que nós ficamos motivados a começar. Devemos tudo a eles, o Zegon é um cara sensacional, logo quando lançamos o Flying Buff eu mandei pra ele sem esperança de ter um retorno, mas ele é sangue bom demais, respondeu e ainda curtiu nosso som, o que me deixou num estado de choque… sempre que pode ele dá uma força e nós só temos a agradecer.

5º Quais são suas inspirações nacionais e internacionais?

 Tropkillaz, Laudz, Pesadão Tropical, Omulu, Yellow Claw, Carmack, Craze, Diplo, Meaux green, D!rty Audio, Loudpvck e por ai vai…

6º Alguns artistas brasileiros de Trap e de Bass music acabam tendo mais conhecimento no exterior, este é o caso de vocês também?

Não tem como falar que é mentira, infelizmente a cena no Brasil ainda não está como queremos, precisa crescer e muito. Se for ver na nossa página, tem mais curtidas de gringo do que de brasileiro. O que me deixa mais surpreso é a repercussão dos gringos nas músicas com samples brasileiros, os próprios brasileiros não valorizam, não tão nem ai, é complicado.

7º Muitos djs produtores nacionais e internacionais da vertente usam samples vindo do funk carioca e isso tem um certo “preconceito” pelos próprios brasileiros que curtem música eletrônica, principalmente aquelas que ouvem apenas o que em destaque na EDM em geral. O que vocês acham disto?  Acham que este preconceito tende a diminuir?

É difícil lidar com o preconceito, essas pessoas que geralmente criticam o funk ou qualquer outro estilo, só tem ouvido pro que elas querem ouvir. Muita gente faz um som sensacional com samples de funk, por exemplo: Omulu, Pesadão Tropical, Viní… todos eles nossos parceiros e nós damos o maior apoio, afinal é Brasil né?! Eu acho que tende a diminuir sim, a internet está ai pra isso, todo mundo é livre pra ouvir o que quer, se não gostar de algum estilo, é simples, basta não ouvir.

8º Que dica vocês dariam aos aspirantes a dj e produtor da vertente?

Trabalho, muito trabalho. E outra, fazer um som diferente é essencial, tem muito projeto nascendo mas soando muito parecido com o que já existe por ai. Ter a mente aberta e pesquisar muito também ajuda a ampliar as ideias para se trabalhar com música.

Confira as produções da dupla:

Gostou o trabalho do Flying Buff? Confira e curta a página deles AQUI


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