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Entrevista: The Fish House

Entrevista / 24/07/2014

Entrevistamos Rafa Gontijo, mais conhecido como The Fish House, projeto mineiro que vem ganhando abrangência no cenário nacional de música eletrônica.

Envolvido diretamente com produção musical e discotecagem desde meados dos anos 2000, Rafa Gontijo sempre arriscou misturas e experimentações dentro e fora da música eletrônica.

Rafa GontijoAssíduo produtor, já faz parte do time de DJs de Minas Gerais e suas tracks já ganharam elogios e suporte da dupla Felguk como um dos novos nomes promissores da cena nacional, sob o codinome THE FISH HOUSE.

O projeto já se apresentou em grandes eventos como Playground e Tribe, além de clubs consagrados no Cenário nacional.

Destaque também para suas produções originais Stripped e Boogie on Acid que alcançaram o top 100
de vendas no site beatport.

EB: O que é ser DJ para você?
TFH: Representa minha vida e meu motivo de viver, dedico o meu dia a minha carreira e eu amo fazer isso.

EB: Qual é o seu maior objetivo como artista?
TFH: Vou continuar trabalhando duro, produzindo. Espero que minhas músicas cheguem na mão dos grandes produtores/djs e eles comecem a toca-las. Vou ficar bem feliz. Mas meu maior objetivo, acredito que é o mesmo de todos. Ser reconhecido mundialmente pelo meu trabalho e tocar nos grandes festivais que rolam espalhados pelo mundo.

EB: Quando descobriu que queria ser um EDM Producer?
TFH: Eu acompanhei toda a mudança de estilo, inclusive fiz parte dela. Eu tocava electro house (complextro) e amava muito, mas vi que assim como outras fases da música eletrônica tudo estava mudando e o estilo que eu tocava estava prestes a cair. Eu fiquei bem chateado pois gostava muito, mas ao mesmo tempo fui conhecendo vários ”novos” produtores e comecei a gostar muito e me apaixonar pelo estilo. Foi aí que eu decidi ser um EDM producer.

EB: Quais são suas influências/inspirações?
TFH: Hoje em dia minha maior influência é um cara que eu acompanhei desde o início de sua carreira e eu sei o quanto batalhou para estar onde esta. Uma pessoa que eu sempre vou ser fã e sempre vai ser a minha maior inspiração para continuar correndo atrás de tudo, sem desistir, deixando tudo de negativo para trás independente do momento que estiver. Meu amigo FTAMPA, que hoje vive o melhor momento de toda sua carreira .

EB: O que esta achando do crescimento da EDM no país?
TFH: Fico até emocionado de ver as coisas rolando da maneira que estão no Brasil. Hoje aqui existem grandes talentos junto a grandes festivais e clubes.  Isso não é demais? A música eletrônica está crescendo e começando a ser valorizada da maneira que sempre sonhamos.
Temos tudo aqui. Acabaram de confirmar o Tomorrowland e o que precisamos é do apoio da galera para que continue crescendo cada vez mais. Me sinto feliz de estar vivenciando esse momento e estou cada dia mais empolgado para soltar minhas novas músicas.

EB: Quais as maiores dificuldades em uma carreira de DJ/Produtor no Brasil?
TFH: A maior dificuldade é ser inserido no mercado, você tem que se destacar muito inicialmente em sua cidade, para ter o reconhecimento local e começar a tocar nos grandes eventos.
A falta de apoio da família é um fator que interfere muito na carreira dos iniciantes. Muitos começam jovens e os pais não apoiam e não entendem que isso é uma profissão, mas quem quer de verdade, corre atrás e consequentemente consegue o respeito. Os obstáculos vão existir e precisamos enfrenta-los de cabeça erguida.

EB: Um DJ no Brasil possuem boas ofertas de trabalho?
TFH: Quem se dedica e se esforça, um dia terá boas ofertas.
Quando eu comecei a tocar, não tive muitas oportunidades. Tocava em festas de amigos, churrascos, encontro da turma etc. Mas isso fez parte do meu crescimento, as pessoas conheceram meu som dessa maneira. Quando conquistei um público bom e tive meu trabalho reconhecido em minha cidade, surgiram boas ofertas de trabalho. Hoje em dia já toquei em quase todos os grandes eventos de Minas Gerais, Aquaria, E-Nigma, Flowers, Substance, Tribe, PlayGround e em quase todos os Clubes. Logo, considero que temos boas ofertas.

EB: Como sua família se sente em relação à sua carreira?
TFH: Os meus pais são bem tranquilos, eles apoiam e respeitam muito meu trabalho.
Hoje em dia, saber que eles se sentem orgulhosos de mim por tudo que eu já fiz é gratificante e animador.

EB: Quais as diferenças da cena EDM de quando você começou até hoje?
TFH: Quando comecei a 6,7 anos atrás, o trance era muito forte. Logo depois apareceu o Electro House com uma força grande e hoje em dia estamos vivendo sem dúvidas o melhor momento da música eletrônica.

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Victor Vasconcelos
DJ, músico, escritor e produtor. (www.djfoxvictor.com)




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