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Entrevista: Paniek

Entrevista / 28/09/2014

Entrevistamos Matheus Ballesteros, o nome por trás do projeto Paniek. DJ/Produtor mineiro que com pouco tempo de estrada, mas com talento de sobra vem fazendo seu nome ao redor do mundo.

Com 5 anos de produção, Paniek já teve tracks tocadas por Hardwell, Dimitri Vegas e Like Mike, Tiesto, Fedde Le grand, Showtek e muitos outros.
Seu primeiro lançamento em parceira com o também mineiro FTampa foi lançado pela top label Big and Dirty, alcançou o top 100 no Beatport e foi executado em grandes festivais pelo mundo.
O projeto foi assinado no fim de 2013 pela Revealed Recordings, label do atual DJ top 1 do mundo, Hardwell.
Ainda com pouca história, mas colecionando pontos importantes, é um dos grandes nomes para se observar em 2014.
Paniek

Supported by: Hardwell, Dimitri Vegas & Like Mike,Tiesto, Fedd Le Grand, Showtek, Vinai, W&W, Tritonal, Marcus Schossow, Bobina, Deniz Koyu, Bassjackerd e muitos outros!

EB: Como surgiu o nome Paniek?
Paniek: Acho que a escolha do nome é uma das partes mais difíceis para se começar um projeto. Quando comecei a pensar em um nome, queria alguma coisa curta e que gravasse na cabeça, então comecei a pesquisar nomes em outros idiomas, e foi ai que surgiu algumas opções de nome, Paniek  foi a que mais me chamou atenção e significa pânico em holandês. Inicialmente não tinha nenhum significado especial, mas com tempo foi se criando, é o nome onde conquistei varias coisas na minha carreira, por isso ele é muito especial para mim.  

EB: Como foi o inicio de sua carreira?
Paniek: Já tenho contato com a música eletrônica há muito tempo, comecei escutando quando tinha 14 anos e sempre gostei muito de estilos mais pesados como o full on, techno, etc. Quando fiz 18-19 anos eu resolvi que queria ser DJ e enxergava que só conseguiria fazer sucesso se eu fosse um produtor, com isso comecei a buscar conhecimento em produção e vi que não iria aprender aquilo de um dia para o outro, que levaria um tempo até chegar em um nível bom que seja aceito no mercado. Com isso foi surgindo algumas oportunidades de tocar nas boates da minha cidade, tenho vários amigos produtores de eventos que sempre me convidavam para tocar, foi aí que comecei a tocar meu DJ SET, com apenas músicas de outros artistas. Nessa época foram surgindo os DJs brasileiros de electro e aquilo me encantou muito, fiquei apaixonado com aquele som e resolvi que queria fazer aquilo!

EB: O que te deixa chateado quando está se apresentando?
Paniek: Eu não gosto que as pessoas me chamem para falar alguma coisas que não seja importante naquela hora, pois naquele momento estamos concentrados e qualquer interferência atrapalha. 

EB: Como foi para você tocar pela primeira vez em um grande festival? Qual a sensação?
Paniek: É uma sensação inexplicável, milhares de pessoas escutando e curtindo as músicas que você fez. É aquele momento que é você e o publico e mais nada passa na sua cabeça.

EB: Qual a sua reação quando alguém lhe pede para tocar alguma música durante seu set?
Paniek: Não é sendo chato, mas eu simplesmente não vou tocar, as pessoas acham que montamos o nosso SET na hora, mas não, pensamos bem em tudo que vamos fazer antes!

EB: Quais as maiores dificuldades que você já enfrentou como DJ/produtor?
Paniek: Produzo a 5 anos e acho que o mais difícil foi ser visto e reconhecido no mercado.

EB: Quantas produções em andamento você tem nesse momento?
Paniek: Tenho 4 músicas prontas, já postei o Preview de algumas nas minhas redes sociais, espero que o mais rápido possa mostrar para vocês.
Paniek

EB: Quem são suas maiores referências na cena?
Paniek: Eu gosto de muitos artistas da atualidade, tem uma galera mandando muito bem, mas não tem ninguém especifico que eu me baseio!

EB: O que você costuma ouvir? É parecido com o que você produz?
Paniek: Escuto de tudo um pouco, dentro da música eletrônica eu escuto praticamente tudo, sempre fuço outros estilos no beatport, gosto de ver o que a galera anda fazendo de diferente! E sim, escuto muito musicas do meu estilo! 

EB: Como foi seu primeiro contato com as gravadoras?
Paniek: Meu primeiro contato foi mandando minhas músicas para o e-mail demo das gravadoras, acho que isso é o incio para alcançar as grandes gravadoras!

EB: O que você está achando do atual momento da cena eletrônica aqui no Brasil?
Paniek: Eu acho que a música eletrônica brasileira está em seu melhor momento, vários dos top DJs estão tocando músicas de artistas brasileiros. E a melhor forma de melhorar isso, é valorizar os artistas nacionais.

EB: Em algum momento já pensou em desistir?
Paniek: Claro que já pensei, esse é um ramo muito complicado, não sabemos se realmente vamos dar certo.

EB: Que dicas você daria para os novos produtores brasileiros?
Paniek:  Para a galera que esta começando eu recomendo estudar música, fazer aula de algum instrumento musical, e com a facilidade de informações de hoje, tudo que você precisa saber está na internet, tem vários tutorias ensinado a fazer muita coisa legal. E nunca desista dos seus sonhos, se é isso que você quer, vai com tudo que você consegue!

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Victor Vasconcelos
DJ, músico, escritor e produtor. (www.djfoxvictor.com)




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