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Steve Angello fala sobre nova fase da SIZE, e sobre o Wild Youth

Entrevista / Notícias / 13/05/2014

Passando em por um grande fase em sua carreira, Steve Angello fala sobre a reformulação de sua label Size Records e dá indícios de como será o tão aguardado álbum, Wild Youth

Steve Angello está construindo um novo time. A marca “SIZE” a partir de 2014 parecerá quase que completamente diferente da testemunhada em 2013 e antes; isso está explícito na estratégia da label, incluindo seu design, completamente reformulado. Estará bem desenvolvida, e se apegará a um modelo que nenhuma outra label grande de música eletrônica tenha feito. “Estamos em um ótimo ponto agora, estamos expandindo o time”, Steve diz na segunda depois da semana em que ele reuniu seu novo “batalhão” da Size.

Size agora operará um modelo que prioriza o talento interno, posteriormente abraçando o modelo “família” que se destaca em cada um dos projetos da Label. O time, em termos de administração, cresceu de 6 para 15 pessoas, de acordo com Angello. “Tínhamos o costume de usar outras empresas de administração para cuidar dessa parte… Agora nós mesmos faremos isso”, ele diz. “Assim temos mais espaço para sermos criativos, nos dá mais velocidade quando temos que ser rápidos. Há um tipo diferente de controle criativo quando você não tem que agregar outras pessoas, ou seja, quando você toca tudo dentro do mesmo grupo. Meu maior objetivo sempre foi a criatividade, e as vezes ela se perde na hora de se comunicar”.

Ele compara a tarefa de juntar seu novo time a de erguer uma startup. Ele coletou algumas das mentes mais brilhantes e maiores trabalhadores de todos as áreas de conhecimento, tanto de grandes companhias quanto os que conseguiram sucesso por si mesmos.”Eu quero muito fechar as portas e simplesmente criar o melhor time que eu posso,” ele simplifica.

Cheguei um ponto da minha vida onde já tive todo o sucesso do mundo. Tempos de grande sucesso com o Swedish House Mafia, e na verdade não tentarei reconquistar isso. Nunca conseguirei, SHM só pode ser feito uma vez. Não estou tentando seguir no mesmo caminho e fazer as mesmas coisas. No final, não é apenas vender singles. É sobre aproveitar o que estamos fazendo. Estamos naquele ponto onde não estamos preocupados com o troféu, apenas com a briga para chegar lá. Não queremos mais dinheiro, nosso foco é sermos criativos e nos divertir o máximo possível.

Steve passou incontáveis horas se dedicando à cena (e provavelmente já ganhou dinheiro suficiente também), e atribui a essa experiência sua visão atual de como as coisas devem ser e seu desejo de expandir a label.

Tem muita gente nova integrando a SIZE. Experientes e novatos, novos times de marketing, tecnologia e filmagem. Steve fala confiante do seu novo grupo. “Estamos trazendo algumas mentes fantásticas”. Ele confirma que Junior Sanchez continuará intensamente envolvido com o desenvolvimento de artistas, mas que em adição às pessoas que estamos acostumados na SIZE, veremos muitas caras novas. Steve fala de uma pessoa que ele não revela o nome, alguém que “irá nos ajudar a estruturar isso tudo, sustentar, e realmente nos ajudar a montar o que queremos”. Fala também da adição do famoso empresário Scooter Braun: “Scooter é fantástico. Faminto. Um dos poucos caras na indústria musical que pensa fora da caixa. Ele pensa diferente… E pensamos parecido. Ele é ótimo e estamos fazendo coisas divertidas juntos, que não devo falar agora”.

Logicamente, não se pode falar de SIZE sem seus artistas, tantos os estabelecidos como os que estão em fase de crescimento. “Eu deixei esses caras no estúdio o inverno todo. Simplesmente os tranquei lá. Todos me mandaram entre 7 e 15 músicas que os deixam muito felizes, então estamos cortando esse número para 4 ou 5 por artista, e fazendo grandes planos pra esses caras”. Eles estavam esperando um bom tempo para lançarem seus novos materiais, mas como Steve disse: “agora é a hora” (apenas pare pra pensar que realmente muitos dos artistas da SIZE family ficaram um BOM tempo sem lançar faixas, e nesse ano esse quadro está se revertendo).

Falando desses lançamentos, Steve fala um pouco sobre o seu último, “Payback”, em entrevista à Earmilk: “Dimitri e Wyman tiveram essa ideia maravilhosa e eu amei o potencial da faixa!! Eles são super talentosos e eles têm muitas músicas boas na fila! Sempre fui um grande fã do trabalho deles. Os conheci por meio de amigos, e fui apresentado a eles por meio do meu irmão AN21, que tem uma grande parte na nossa divisão de Artistas e Repertório. Sempre estamos atrás de gente que não está sofrendo muita exposição ainda, e esses caras estavam desse jeito. Esperamos tornar disponível uma coisa especial em Payback em breve!”.

O cabeça da label fala de modo carinhoso sobre o desenvolvimento de todos os artistas da SIZE, mas especificamente de como ele evitou um dos maiores obstáculos para artistas de Dance Music: Turnês. “Quando se está fazendo turnê, você está super ocupado, e apenas fará músicas que se encaixem nos seus sets. Você não fará nada que mudaria você como artista em um ano.” é isso que o faz tão irredutível sobre forçar artistas a entrarem e suas zonas criativas. “Quando você deixa alguém no estúdio por algum tempo, algo acontece. Toda música começa a soar diferente, com elementos que não existiriam normalmente, e todas soam diferentes entre si. Eu acho isso muito importante para levar o gênero adiante”.

Steve olha para o passado e explica de forma mais simples: “Descobriram isso nos anos 40: Você entra no estúdio por um ano, faz um monte de músicas, você faz turnê por um ano. então volta a tirar um ano para fazer música de novo.” Então, quando ele explica que “bloqueou” seu time do resto do mundo e que os trancou no estúdio, ele está tentando trazer as coisas de volta pro básico, não fazer a linha de chefe de label durão.

A nova SIZE verá o lançamento do Novo álbum de Steve, Wild Youth, que tem sido um dos projetos não-ainda-lançados mais falados da história recente. Não é mais um mito, porém, e as artes do album já começaram a inundar as ruas, começando em Miami. Ele atribui a demora a um problema: ele tinha muitas músicas. Na verdade música DEMAIS. “Há algumas semanas atrás, sentei em frente a 50 músicas. Cortei pra 40. Na outra semana foi de 40 pra 30. Agora estou entre 17 e 18. O número final será 14”. Ele continua falando sobre a estratégia do álbum: “Tenho feito tanta coisa. Tenho feito tanta coisa que não foi feita ainda, marketing diferente. Estamos fazendo objetos físicos. Será uma experiência completa, do ponto de vista do álbum. Eu gosto de me por em situações estranhas e me desafiar a todo momento, e foi isso que eu fiz agora. Eu realmente entrei em coisas que eu achava que nunca conseguiria fazer, e no final, fizemos”.

Terá muita coisa acontecendo em volta do lançamento do álbum, ele diz, e será pesado. Esses detalhes ainda estão guardados a sete chaves, e a noção de “objetos físicos” gera curiosidade. Claro, é o mesmo tipo de mistério que cerca todos os projetos da SIZE. Mas o que Steve pode revelar sobre o álbum?

“O álbum todo soa diferente, todas as músicas são super diferentes. São esses os comentários que eu recebo sentando com diversos artistas e tocando o álbum do começo ao fim. O primeiro comentário é: Bem, nós NUNCA esperaríamos isso. O segundo é: Esses sons realmente me fazem pensar. O terceiro é: Com certeza, é um álbum completo.”. Na verdade, ele diz que algumas reações são exatamente o que ele gostaria de atingir com o álbum. “Quero fazer algo que fará parte da minha vida pra sempre. Toda música, letra tem algo a ver com minha infância ou meus dias atuais. Todas elas significam algo, são inspiradas em mim em algum momento da minha vida, e você pode distinguir que música é de que parte da minha vida. As pessoas conseguirão juntar as peças do quebra-acabeças. Uma faixa por exemplo. Não parece Daft Punk, mas você conseguirá dizer que é inspirada no Daft Punk quando eu era jovem”. Steve define mais sucintamente o álbum em outra entrevista: “Emoções, pensamentos e melancolia! Um pouco diferente dos meus lançamentos mais antigos. É um album que pega emprestado dos mais diversos gêneros, mas com um “fio vermelho” durante toda a peça. O álbum sou EU”.

Ele admite que o processo de fazer o álbum tem sido amadurecedor, mas também uma montanha-russa emocional. Tirando os momentos em que ele quase destruiu o estúdio, ele diz que a sua perspectiva de música hoje em dia é muito diferente de quando ele começou o projeto.

De um modo geral, parece que os fãs podem esperar que os projetos da SIZE saiam de forma mais consistente e regular. É esse um dos objetivos da reconstrução do time, junto com, de forma mais importante, a esperança de que a criatividade da label possa aparecer de forma mais pura e valorizada. Steve e a criatividade dele estarão em cada um dos projetos. E haverão novos sons nos próximos lançamentos. Steve diz que o foco será sair de tracks que são feitas para caberem em sets para um leque muito maior de gêneros. “Eu não aceitarei um não e eu não me importo nem um pouco com o que ninguém me diz, eu sempre colocarei a arte em primeiro lugar. Nunca escutarei ninguém que me diga para cortar caminho na parte de ser criativo. Sempre fomos movidos à arte, e cheguei a um momento da minha vida onde não tenho nada a provar a ninguém”. Steve Finaliza: “Não acabei ainda. Na verdade, apenas comecei. Nem coloquei na segunda marcha ainda”.

Matéria traduzida da Dancing Astronaut.


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